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Zen

English:

ZEN

There is no purpose on getting somewhere if when we get there all we think about is getting to some other place and future moment. Life exists in the present.

Reducing the present moment to insignificance, squeezed between an ever present past and an unknown future, is to live an illusory existence.

Emphasis in the here and now expands the present moment into life experiences of what is really happening. Experiences felt and interacted with all the senses and sensorial brain.

 

Português:

ZEN

Não há propósito em chegar a um lugar se quando chegarmos lá tudo o que conseguimos pensar è chegar a um outro lugar e momento no futuro. A vida existe no presente.

Reduzir o momento presente a insignificância, comprimido entre um passado constante e um futuro desconhecido, é viver uma existência ilusória.

Pôr o ênfases no aqui e agora expande o momento presente para a vivência das experiências do que está realmente a acontecer. Experiências sentidas e interagidas com todos os sentidos e cérebro sensorial.

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Honshu

English:

HONSHU

We often think of Japan as a heavily industrialised and urbanised country but beyond the megacities there is tranquil preserved wilderness.

The forests, mountains, volcanoes and hot springs of the central island of Honshu are an essential experience. Breathing and contemplating the beauty of these landscapes helps the western mind to immerse itself in the Japanese appreciation of nature, Japanese aesthetic ideals and zen buddhism.

 

Português:

HONSHU

Normalmente pensamos no Japão como um país altamente industrializado e urbano mas para além das megacidades há regiões tranquilas de natureza preservada.

As florestas, montanhas, vulcões e fontes termais da ilha central de Honshu são uma experiência essencial. Respirar e contemplar a beleza destas paisagens ajuda a mente ocidental a se imergir na apreciação japonesa da natureza, dos ideais estéticos japoneses e do Zen-budismo.

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Shaping the Easter Bunny / Esculpindo o Coelhinho da Páscoa

English:

SHAPING THE EASTER BUNNY

The ancient Greeks thought rabbits could reproduce as virgins. Such a belief persisted until early medieval times when the rabbit became associated with the Virgin Mary, appearing in manuscripts and paintings where the Virgin Mary was depicted.

Rabbits, known for their intense breeding, have traditionally symbolised fertility. A bunny was the animal symbol of Ēostre, the Saxon Goddess of fertility. The celebrations of this fertility deity by the Germanic peoples of Europe were held on the day of the spring equinox – the passing of winter and the beginning of spring.

Today the bunny is a symbol of Easter, the Christian celebration of the resurrection of Jesus. Easter celebrates Jesus Christ’s resurrection from the dead, three days after he was executed, and is central to Christian theology and belief.

At Easter, long-eared chocolate bunnies take over the world in various shapes and personalities. They entice the imagination of children and the child in all of us, awaiting the moment of that first bite, ears first.

 

Português:

ESCULPINDO O COELHINHO DA PÁSCOA

Os Gregos da antiguidade acreditavam que as coelhas virgens podiam procriar. Esta crença continuou pela idade média quando coelhinhos começaram a ser associados à Virgem Maria e representados em manuscritos e pinturas onde a Virgem Maria era retratada.

Os coelhos, bem conhecidos pela sua intensidade reprodutiva, sempre representaram fertilidade em muitas tradições. A deusa Saxónica Ēostre tinha como animal simbólico um coelhinho. As comemorações desta divindade da fertilidade pelos povos germânicos da europa incidia no dia do equinócio de primavera – o fim do inverno e o princípio da primavera.

Hoje em dia o coelhinho é um símbolo da páscoa, a comemoração cristã da ressurreição de Jesus. A Páscoa comemora a ressurreição de Jesus Cristo, três dias depois de ele ter sido executado, o que é central para a teologia e crença cristã.

Na Páscoa, coelhinhos orelhudos de chocolate invadem o mundo em várias formas e personalidades. Seduzem a imaginação das crianças e da criança em todos nós, enquanto se espera pelo momento daquela primeira mordidinha na orelhinha.

 

Pâtisserie Française

English:

PÂTISSERIE FRANÇAISE

Savouring sweets, deserts and pastries in France is a cultural affair. From Alsace to Normandy, from Paris to Provence, local pastry chefs master their craft and orchestrate their expressions to a local audience. There is traditional and modern, old and young. Perfectly baked pastries with carefully balanced custards and crèmes, generous amounts of cream and butter, fresh fruit, wild berries and an unconditional commitment to palate, texture and aesthetics.

It was from as early as the middle ages that the pastry kitchen took its own path within the culinary arts of France. During the 17th and 18th centuries the pastry craft developed a wide range of techniques. Many pastries, cakes and confections from this period are still celebrated today. French patisserie is delicate and complex and requires specialised skill to execute and time for preparation. Freshness is never compromised. Reputation is earned, mastery respected.

 

Português:

PÂTISSERIE FRANÇAISE

Em França saborear doces, sobremesas e pasteis é um assunto cultural. Da Alsácia à Normandia, de Paris à Provença, pasteleiros locais produzem a sua arte e orquestram as suas expressões para uma audiência local. Há tradicional e moderno, antigo e novo. Pastelaria executada em perfeição com cremes e recheios cuidadosamente balançados, quantidades generosas de natas e manteiga, fruta fresca, bagas silvestres e uma dedicação incondicional ao paladar, textura e estética.

Foi desde muito cedo, já na idade média, que a pastelaria forjou o seu próprio caminho nas artes culinárias de França. Durante os séculos XVII e XVIII o ofício de pasteleiro desenvolveu um grande leque de técnicas. Muitos pasteis, bolos e confeições deste período continuam a ser apreciados hoje. A pastelaria francesa é delicada e complexa e requer perícia especializada e tempo de preparação. A frescura nunca é comprometida. A reputação é ganha aos poucos e a maestria é respeitada.

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Po Cha

English:

PO CHA

Po Cha is made from churning tea, salt and yak butter. The type of tea used is usually black brick tea from Pemagul. A portion of this brick tea is crumbled into water and boiled until producing a smoky, bitter brew called chaku. The chaku is poured in a wooden cylindrical churn with a hunk of yak butter and salt and churned for a few minutes before serving.

Lhagang (Tagong in Chinese), at the edge of the Tibetan plateau, is surrounded by grasslands where Tibetan nomads graze their herds of yaks. Po Cha is drunk several times a day by Tibetans, its calories and warming qualities help keep energy levels up in the harshness of the cold, high altitude environment.

Mount Yala, at an altitude of 5,820m, is covered with snow all year round and is worshiped by the Tibetan people. At the foothills of the sacred mountain, in honour of the Living Buddha, the Muya Golden Pagoda has a 100-kilogram pure gold roof in the center of the monastery’s towers.

There has been a monastery in Lhagang/Tagong since A.D. 652, when the Tibetan king Songtsen Gampo built the last of a series of 108 monasteries across his kingdom.

Young apprentice monks study Buddhism at the monastic school. Devoted worshipers spin prayer wheels and murmur mantras. Prayer flags blow in the wind spreading good will and compassion.

 

Português:

PO CHÁ

O Po Chá é feito batendo chá preto, sal e manteiga de iaque. O tipo de chá utilizado é normalmente chá prensado de Pemagul. Uma porção de chá é desfeito na água e fervido até atingir um estado de preparação chamado chaku. O chaku é depois vertido num batedor cilíndrico de madeira com um pedaço de manteiga de iaque e sal e batido durante uns minutos antes de servir.

Lhagang (Tagong em Chinês), na periferia do planalto Tibetano, é rodeado de pastagens onde nómades Tibetanos pastam os seus rebanhos de iaques. O Po Chá é bebido várias vezes por dia pelos Tibetanos, o valor calórico e aquecedor da bebida ajuda a manter os níveis de energia necessários para enfrentar o frio e altas altitudes deste ambiente inóspito.

A Montanha Yala, a uma altitude de 5.820 metros, está coberta de neve durante todo o ano e é venerada pelos Tibetanos. No sopé da montanha sagrada, em honra do Buda Vivo, a Pagoda Dourada de Muya tem um telhado de 100 kgs de ouro puro no centro das torres do mosteiro.

Desde 652 d.C. que existe um mosteiro Budista em Lhagang/Tagong, na época em que o rei Tibetano Songtsen Gampo construiu o último de uma série de 108 mosteiros espalhados por todo o seu reino.

Monges aprendizes estudam budismo na escola monástica. Crentes giram as rodas de oração murmurando mantras. Bandeiras de oração ao vento dispersam boa vontade e compaixão.

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Silky / Sedoso

English:

SILKY

More than ever we interact with realities that are out of reach, out of our touch. Our brains are exposed to an overwhelming amount of artificial imagery in digital devices that we use daily. These experiences, virtual in nature, are real to (some) parts of our brain.

The silk embroidery art of Vietnam is an ancient artistic expression. The meticulous detail of manually creating an image from fine individual threads of silk requires the art viewer’s comprehension of process. Once the process is appreciated, the visual experience rises to another level, it lights up other parts of the viewer’s brain.

At the studio the silk artisan’s craft is created in the here and now, before your eyes, in real time. You can touch the smoothness, even smell the silk. The image is physical. You can feel the artisan’s artistic narrative with the fullness of your sensorial brain.

 

Português:

SEDOSO

Mais do que nunca nós interagimos com realidades que estão fora do nosso alcance, longe do nosso tacto. Os nossos cérebros estão expostos a uma quantidade enorme de imagens em dispositivos digitais que utilizamos diariamente. Estas experiências, embora virtuais na sua natureza, são reais para (certas) partes do nosso cérebro.

A arte do bordado de seda do Vietnam é uma expressão artística milenar. O detalhe minucioso de criar uma imagem a partir de fios individuais de seda requer compreensão de processo da parte do observador da arte. Uma vez apreciado o processo, a experiência visual eleva-se para um outro nível, ilumina outras partes do cérebro do observador.

No atelier a artesã da seda produz à nossa vista, em tempo real, no aqui e agora. Podemos tocar a suavidade, até cheirar a seda. A imagem é física. A narrativa artística da artesã ilumina em plenitude o nosso cérebro sensorial.

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The Pod / A Vagem

English:

THE POD

The cocoa pod is a vessel, nature’s womb for the cocoa bean. Unlike money, it grows on (some unique) trees.

The cacao tree, Theobroma Cacao, grows in the tropics within 20 degrees of latitude from the equator. The pods grow directly from the tree branches and trunk. The cocoa beans are cocooned inside the cocoa pod. Each pod contains a sweet white pulp with anything between 20 to 60 cocoa beans, depending on the variety.

Cocoa is a delicate crop sensitive to sun and wind and vulnerable to pests and diseases. The cocoa farmers nurture the trees generally in small farms in some tropical regions of the Americas, Africa, Asia and Oceania.

Unlike sugar, that is cheap to mass produce in a variety of climate and regions from sugar beet or cane, cocoa is a peculiar crop with elaborate harvesting and processing.

It is very important to know how much cocoa is in your chocolate… unless you like chocolate flavoured sugar products. Many self-proclaimed chocoholics are in reality “sugarholics”.

Criollo, Forastero and Trinitario are the main cocoa varieties. More on that coming. Stay tuned. Savour it slowly.

 
Português:

A VAGEM

A vagem de cacao é uma vasilha, um ventre da natureza para o grão/amêndoa de cacau. Ao contrário do dinheiro, cacau cresce em árvores.

O cacaueiro, Theobroma Cacao, cresce nos trópicos em regiões até 20 graus de latitude do equador. As vagens crescem diretamente dos ramos e do tronco. Os grãos/amêndoas de cacau estão encapsulados dentro da vagem de cacau. Cada vagem contém uma polpa branca doce e entre 20 a 60 grãos/amêndoas, dependendo da espécie de cacau.

O cultivo do cacau é delicado, sensitivo ao sol e vento e vulnerável a pragas. Os agricultores do cacau nutrem os cacaueiros geralmente em pequenas fazendas em certas regiões tropicais das Américas, África, Ásia e Oceânia.

Ao contrário do açúcar, que é barato de produzir a partir de beterraba açucareira ou cana em várias regiões climáticas, o cacau tem um cultivo peculiar e uma colheita e processamento elaborados.

É muito importante saber qual é a quantidade de cacau no seu chocolate… a não ser que goste de produtos de açúcar aromatizados a chocolate. Muitas das pessoas que se autodenominam chocólatras são na realidade “açucólatras”.

Criollo, Forastero e Trinitario são as variedades de cacau principais. Mais sobre o assunto brevemente. Fique sintonizado. Saboreie devagarinho.

 

Tartufo Bianco d’Alba

English:

TARTUFO BIANCO D’ALBA – White Truffle

There is serious sniffing by chefs and truffle aficionados at the Alba International White Truffle Fair in the Italian town of Alba, in Piedmont.

This ‘diamond’ of the culinary world takes great expertise to find in the wild beneath the surface of the soil among the roots of certain species of trees. Traditional truffle hunting was done by female pigs drawn to the truffles due to a compound in the truffles that resembles a pheromone produced by boars. Truffle dogs, used today, have to be trained to detect truffles, but they are easier to control and less likely to eat the truffles they find.

Ancient Romans believed truffles had divine powers and aphrodisiacal properties. The ancient Roman cookbook Apicius compiles truffle recipes from texts dating as far back as the 1st century. The winter white truffle of Alba has an intense aroma and is mostly used uncooked to best preserve the fragrance. These are very rare truffles that can only be hunted and harvested in the wild and only during a very short season.

 

Português:

TARTUFO BIANCO D’ALBA – Trufa Branca

Chefes e apreciadores de trufas têm os olfatos bem apurados na Feira Internacional da Trufa Branca de Alba na cidade Italiana do mesmo nome, em Piemonte.

Este ‘diamante’ do mundo culinário requer muita perícia para se encontrar em estado selvagem por debaixo da superfície do solo entre raízes de certos tipos de arvores. Tradicionalmente a caça às trufas era feita com porcas/javali fêmeas que eram atraídas por um odor emitido pelas trufas similar à feromona segregada pelos javalis machos. Os cachorros trufeiros, usados hoje em dia, têm que ser treinados para detectar as trufas mas são mais fáceis de controlar e muito menos propensos a comer as trufas que encontram.

Os antigos Romanos acreditavam que as trufas tinham poderes divinos e propriedades afrodisíacas. O Apicius, compêndio de culinária da antiguidade Romana, tem receitas de trufas datadas desde o século I. A trufa de inverno de Alba tem um aroma intenso e é normalmente servida crua para melhor manter a sua fragrância. Estas são trufas muito raras que podem apenas ser colhidas em estado selvagem e apenas durante uma época bastante curta.

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